domingo, 25 de dezembro de 2016

O princípio

Neste livro, Deus literalmente vai falar com você, tornando de todo claro o sentido do seu Evangelho. Em "O princípio", os conceitos fundamentais do seu Evangelho são apresentados de forma simples e didática ao leitor.


O princípio. Ebook disponível nos formatos EPUB e PDF/R$ 7,00
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quinta-feira, 17 de março de 2016

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Olá, venho convidar vocês para visitarem meu site "Livros do Estreitamento". Nele, vendo ebooks de minha autoria em formatos EPUB e PDF, via Hotmart. A Hotmart é a maior e melhor plataforma de venda de ebooks e outros produtos digitais no Brasil. Nela, você pode realizar sua compra de forma simples, rápida e num ambiente seguro. Caso você queira adquirir ebooks no formato MOBI, entre em contato comigo pelo email dacostapereirapedro@gmail.com. Os livros disponíveis para venda no site são os seguintes: "Todos os mortos do mundo" e "Pôr de sol em Higienópolis".
Ebook: "Todos os mortos do mundo."
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O livro reúne oito histórias cujo fio condutor é o anúncio da fé em Cristo. Em “Todos os mortos do mundo”, um detetive é surpreendido por um chamado no meio da noite e fará grandes descobertas a respeito de si mesmo. Em “Nova Muslim”, um garoto em coma é a única pessoa capaz de levar a polícia aos autores de um atentado terrorista. “Zig” conta a história de um homem que dá um cachorro de presente a seus enteados. Em “Smith está morto”, um comissário de polícia enfrenta o mais duro caso de sua carreira quando máquinas começam a repetir as palavras de Deus. “Dreamland” conta a história de um pregador que é enviado para uma cidade dominada pela milícia. Em "O pescador", um homem sai para pescar, encontra uma mulher no mar e se apaixona por ela. Em “Café da manhã em Tel-Aviv”, um grupo de israelenses confinados recebe a visita de um anjo pouco antes do fim do mundo. Em “Cristo nas nuvens”, um advogado é contratado para defender um grupo de brasileiros presos em Riad por anunciar Cristo.
Ebook: "Pôr do sol em Higienópolis."
Preço: R$ 6
Formatos disponíveis para download: EPUB, MOBI e PDF.
À venda no site: 
http://www.pedrodacostapereira.com/
O livro reúne quatro histórias cujo fio condutor, comum a todas elas, é o anúncio da fé em Cristo. Em “Pôr do sol em Higienópolis", um escritor espremido entre trinitários, milicianos e muçulmanos recebe uma visita inesperada, que irá mudar sua vida. Em “Palleto”, um pregador cristão chega a uma cidade convulsionada, se apaixona por uma mulher morta e a chama para viver com ele. "Apartamento 307" conta a história de um homem que é convidado para uma festa onde, embora todos os convidados estejam em rede, isso não lhes garante conexão alguma. Entre pessoas travestidas de abajures, balões de ar e sofás, ele anuncia Cristo e tenta salvar uma mulher. "A fábrica" conta a história de um homem recém-contratado para trabalhar numa estranha fábrica. Quando a única rotina que resta é o trabalho assalariado, uma fábrica pode ser, para a maior parte das pessoas, um lugar bastante atraente para se passar o tempo.

domingo, 15 de novembro de 2015

Os pacificadores são os filhos de Deus, só quem crê em Cristo o conhece e pode, conhecendo-o, amá-lo. O Evangelho como fruto da Videira e, assim, obra viva.

O texto de Mt 5, 9 fala que os pacificadores serão chamados de filhos de Deus. Um pacificador é alguém que promove a paz, é um promotor da paz. Mas que paz é essa? Certamente, não é a paz que "o mundo" oferece, mas, de acordo com Cristo, é a paz que ele dá (cf. Jo 14, 27). A paz que Cristo dá é a paz "com" Deus, é estar em paz com Ele, e o homem entra em paz com Deus passando a crer em Cristo e, dessa forma, tornando-se amigo de Cristo e, consequentemente, de seu Pai, uma vez que "Deus e Cristo são Um" (Jo 10, 30). Os amigos de Deus, portanto, são aqueles que estão em paz com Deus e, desse modo, possuem a paz verdadeira. Tais pessoas são os pacificadores aos quais se refere o Senhor Jesus em Mt 5, 9. Elas já são chamadas de filhos de Deus pois quem crê em Cristo é feito filho de Deus no instante em que crê nele (cf. Jo 1, 12), mas o que eles serão no final ainda não se revelou, mas será revelado por ocasião da vinda de Jesus Cristo (cf. 1Jo 3, 2). Então, os filhos pequeninos chegarão à estatura de Cristo. Nesse último sentido é que os pacificadores serão chamados de filhos de Deus. Eles já são filhos agora, os que creem em Cristo, e, por isso, serão eternamente chamados de filhos e, no final, receberão a recompensa de filhos. Os amigos de Deus serão chamados de filhos de Deus tal como Cristo é, alcançarão a sua estatura. Os amigos de Deus, aqueles que creem em Cristo, receberam do único Deus a sua paz, que é a paz verdadeira e única. Assim como não há outro Deus além do Pai de Jesus Cristo, não há outra paz senão a paz que Cristo dá àqueles que creem nele. Os únicos pacificadores de verdade no mundo são os filhos de Deus.

*
O Senhor coloca o primeiro homem no jardim do Éden para cultivá-lo e guardá-lo, diz a passagem de Gn 2, 15. Esse texto tem sido usado, algumas vezes, para fazer uma ligação entre "ecologia" e "teologia", tendo em vista a palavra "guarda" num sentido de cuidado. A palavra de Deus indica um cultivo e um cuidado, da parte do homem, com a terra. No entanto, o cuidado com as coisas criadas só surge junto ao homem a partir do momento em que ele passa a amar o Criador e seu Filho Jesus. Não se pode falar de um verdadeiro cuidado com as coisas criadas, e de um amor a elas, sem que se ame a Deus e a Cristo. Quem crê em Cristo conhece Pai e Filho, mas quem não crê em Cristo não os conhecem. E, se não o conhecem, não podem amá-los. Afinal, como amar aquilo que nem ao menos se conhece? E, sem amá-los, como poderiam amar os ramos em Cristo e tudo o mais que foi criado por eles? Nesse sentido, em vez de se fazer uma ligação entre ecologia e teologia, deve-se se procurar compreender a relação que há entre crer em Cristo e amar. O homem não ama se não conhecer Cristo, sem que conhecer o Amor que, segundo a palavra do Senhor, "é Deus" (1Jo 4, 8.16). 

A ecologia não é um tema teológico. Ela pode até ser abordada teologicamente, sob o ponto de vista dos Evangelhos, do Novo Testamento. No entanto, ela não é tratada no Novo Testamento e sequer é um tema essencial, uma vez que o verdadeiro amor às coisas criadas e o verdadeiro cuidado com elas depende de se amar o Criador. Se os homens são ramos em Cristo, como ele mesmo o disse (cf. Jo 15, 1.5), é preciso ao menos reconhecer que, sem amar Cristo, o homem não pode amar a si mesmo e nem aos demais homens. Nesse contexto, como amar a "dita" natureza? Sem amar Cristo e sem amar os homens, como amar as outras coisas que não são Cristo e nem homens? Ao mesmo tempo, ao se falar de ecologia, devemos ter em vista que, conforme o prometido por Cristo, profeticamente (e sabemos que dele é o espírito da profecia, ou seja, é ele que nos fala as profecias do Novo Testamento), enfim, conforme o prometido por Cristo, o mundo atual será destruído por Deus. Isto é um indicativo de que Ele prepara com isso (e para depois disso) um novo começo, onde imperará a justiça e onde todas as cosias anteriormente criadas possam encontrar suas respectivas essências eternas, o ser eterno

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Recordemos sempre que muitos são chamados para crer em Cristo (esses são todos aqueles que o chamam de Senhor), mas que, desses todos, apenas uma minoria crê realmente em Cristo, ou seja, foi escolhida por Deus para serem seus filhos (cf. Mt 22, 14). 

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Em Jo 1, 35-39, João Batista aponta para Jesus dizendo ser Jesus o Cordeiro de Deus. Ouvindo isso, dois homens que acompanhavam João Batista passam então a acompanhar Cristo. Este, vendo que eles o seguiam, pergunta então o que eles querem. Eles dizem que querem saber onde Jesus está morando e Jesus diz: "Venham e verão." O significado dessa passagem guarda profunda relação com o chamado que Cristo faz: ele chama os homens para nascerem de novo, para entrarem pela porta estreita da Casa de seu Pai. E ele mesmo, Cristo, é a Casa do Pai. O homem entra pela porta estreita dessa Casa, ou seja, ele entra pela porta de sua Casa de Oração, de sua Igreja, passando a crer em Cristo. A Igreja é, naturalmente, Cristo. Por isso é que dois ramos nele frutíferos podem ser "igreja". E, onde Cristo mora? Ele mora, ele vive, com o Pai, à sua direita. Pois uma Videira Deus plantou em seu trono, à sua direita.

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Qual é a mensagem viva do Evangelho? É a palavra de Deus, a verdade. É por ouvir a verdade que o homem passa a crer em Cristo e, desse modo, passa para a vida eterna, é salvo. Uma vez que, segundo Cristo, a vida eterna é conhecer ele e seu Pai (Jo 17, 3), sabemos que a fonte da vida eterna, ou seja, a fonte daquele conhecimento, só pode ser a palavra de Deus, a qual Cristo foi seu transmissor. Cristo mesmo falando, portanto, é a fonte da vida eterna. Por isso ele disse ser o pão da vida (Jo 6, 48). Na medida em que as palavras de Cristo se encontram num livro, num texto, podemos dizer que esses textos são também frutos da Videira, da Vida, e, desse modo, "obras vivas". Cristo é a Vida em que os homens vivem. Unindo-nos a Cristo pelo laço da fé passamos a conhecê-lo e desse modo podemos, sendo nele podados e por ele e por seu Pai ensinados (e, assim, pelo Espírito Santo), começarmos a realmente amá-los. E, desse modo, amarmos os homens que foram nele gerados e os que são nele ramos. E, da mesma forma, a Deus, seu Pai e Pai de todos os que nele creem (cf. Jo 1, 12).

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Cristo é a origem do ser humano, a origem da vida dos homens

Todo ser humano quando vem ao mundo é um ramo mortal em Cristo, na Videira.
Cristo é, portanto, a origem da vida de todos os homens, em todos os tempos.
Se você entender isso, você vai entender que a origem da vida do homem é Cristo, é a Videira.
Mais nada foi criado em Cristo dessa forma. Apenas o homem foi.

*

Há um conceito caduco que diz ser o homem "o animal" racional. Não se pode, porém, de forma alguma, usar a palavra "animal" para se referir ao homem. A definição de homem como "animal racional", naturalmente, é uma grande mentira, exaustivamente repetida. Apenas o homem foi criado em Cristo, como um ramo nele, na Videira. O animal não foi, nem a planta, nem o céu, nem a terra, nem o sol, nem coisa alguma foi. Abaixo de Deus e de Jesus Cristo, não há nada de mais elevado na criação de Deus do que o homem. Apenas o homem foi criado em Cristo e apenas ele pode se tornar filho de Deus e, consequentemente, herdar o Reino. O homem, no entanto, vem ao mundo na condição de mortal, de ramo mortal na Videira. Isso é assim desde o primeiro homem, desde Adão.

Antes de Cristo vir à terra, porém, o acesso à vida eterna estava fechado aos seres humanos encarnados. Em outras palavras, eles não podiam, encarnados, se tornarem filhos de Deus e irmãos do Senhor Jesus pelo simples fato de quem crê em Cristo é quem tem a vida eterna (Jo 6, 47) e é filho de Deus (Jo 1, 12).

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Se você acreditar que todo ser humano quando é concebido, ainda no ventre de sua mãe, é um ramo mortal em Cristo, você vai compreender que a origem dos homens é Cristo e que não há outra origem. Com isso, você vai compreender que não faz nenhum sentido procurar a origem da vida do homem fora de Cristo. E, claro, vai entender que não se pode falar que o homem é resultado de algum tipo de evolução de espécie, uma vez que o homem foi criado em Cristo, no Logos. Cristo não é resultado de evolução alguma e, por isso, tampouco o homem, tendo sido nele criado, pode ser. Crendo que Cristo é a origem dos seres humanos, você vai entender, igualmente, que não faz o menor sentido chamar o homem de "animal", ainda que sob a alcunha de "animal racional". O que é o homem então? Ele é aquele que, tendo sido em Cristo criado, vem ao mundo na condição de ramo mortal nele e, crendo nele, pode adentrar à sua própria essência (à essência humana), tornando-se filho de Deus. Quando vem ao mundo, o homem não crê ainda em Cristo. Logo, ele não é ainda filho de Deus. Ser filho de Deus é a determinação essencial de ser homem.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Palestra no Instituto Cervantes, Rio de Janeiro: "A relação entre pensar e ser no Novo Testamento e a busca pelo sentido", por Pedro da Costa Pereira





"A relação entre pensar e ser no Novo Testamento e a busca pelo sentido "

 Com o pesquisador em teologia
                   Pedro da Costa Pereira
Passados quase dois mil anos desde sua escritura, o conteúdo do Novo Testamento ainda permanece incompreendido naquilo que ele possui de mais próprio: o oferecimento de respostas para as perguntas fundamentais do homem. De onde viemos? Para onde vamos? O que é a vida? Qual o seu sentido? O que quer dizer nascer de novo? Quem é Deus? Qual a relação fundamental entre Deus e homem? O que é a verdade? Como podemos ter acesso a ela?
 Essas são apenas algumas das perguntas que, através da escuta para os conceitos-chaves do Novo Testamento, são por ele respondidas. Relacionando duas sentenças fundamentais da filosofia – "O mesmo é pensar e ser" (Parmênides, 500 a .C) e "Penso, logo existo, sou" (Descartes, 1600 d.C.) – ao discurso de sabedoria de Cristo, procurar-se-á mostrar de que forma este discurso relaciona, num conjunto, vida e pensamento."
Dia 29/10 - quinta-feira -18h30
Auditório IC


Inscrições adx1rio@cervantes.es





Instituto Cervantes Río de Janeiro
Rua Visconde de Ouro Preto, 62
Botafogo-Rio de Janeiro
Cep:22.250-180
Brasil
Tel. : 55 21 3554-5913
Fax: 55 21 3554-5911
adx1rio@cervantes.es

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

A vida eterna é ser filho de Deus. Ser filho de Deus é a determinação essencial de ser homem e pensar a verdade é a determinação essencial de pensar

Por Pedro da Costa Pereira

A vida eterna é ser filho de Deus.
Ser filho de Deus é a determinação essencial de ser homem.
É a essência de ser humano.
O homem só alcança essa essência, ou seja, ele só adentra à vida eterna, só se torna filho de Deus, passando a crer em Cristo.
E, mais especificamente, no instante em que crê em Cristo (cf. Jo 1, 12), pois "quem crê em Cristo é quem tem a vida eterna" (Jo 6, 47).
Quando somos concebidos, ainda no ventre de nossas mães, não somos ainda filhos de Deus, mas seres humanos mortais, criados em Cristo como ramos mortais.
Ser filho de Deus e ser cristão é a mesma coisa.
Ser filho de Deus é a salvação do homem.
Não há outra.
O que ocorre é que, da totalidade das pessoas que dizem crer em Cristo, e, dessa forma, serem filhos de Deus, apenas uma minoria realmente crê nele (Mt 22, 14).
E, se crê nele, o conhece.
E, se o conhece, conhece a verdade e pode pensá-la, uma vez que "Cristo é a Verdade" (cf. Jo 14, 6).
Com isso, chegamos à determinação essencial de pensar: pensar a verdade.
Ninguém pode pensar a verdade até crer em Cristo.
Pois, até crer em Cristo, homem algum conhece a verdade.
E, se não a conhece, não pode pensá-la.

*

Será que a Sabedoria não chama?
Será que ela se mantém em silêncio?
Não eleva o entendimento sua voz? (Pr 8, 1)
Não nasceu uma Luz para os que estavam nas trevas?
Certamente nasceu, para os que estavam perdidos na região escura da morte (Mt 4, 16).
Sob o batente da porta estreita, ele grita, convoca.
Para que, nele crendo, os homens adquiram conhecimento, passem a conhecer Pai e Filho.
Porque esta é a vida eterna: conhecer Pai e Filho (Jo 17, 3).
E ele é a Verdade (Jo 14, 6) e, de sua boca, apenas a verdade sai, a palavra de Deus.
E todas as suas sentenças são verdadeiras (Pr 8, 8).
E todas são claras para os que nele verdadeiramente creem (Pr 8, 9).
Porque, de todos os que dizem crer, poucos creem, uma minoria (cf. Mt 22, 14).
Foi assim ontem, é assim hoje e será assim amanhã, até o fim do mundo.
E se tornar filho de Deus, isso, e apenas isso, é importante, necessário.
Uma coisa só (cf. Lc 10, 41).
Nada mais.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Ser cristão é, unicamente, ser filho de Deus

Ser cristão é, unicamente, ser filho de Deus.
Mais nada é.
Quando vem ao mundo, o homem não é filho de Deus.
Ele é feito filho de Deus no instante em que crê em Cristo.
Nesse instante, ele passa para a vida eterna (cf. 6, 47) e é salvo.
Quando se perde de vista isso, perde-se de vista o significado da fé em Cristo e o significado de sua vinda à terra para a salvação dos homens que cressem nele.
O povo de Deus na terra, assim, nada mais é do que os irmãos de Cristo reunidos, onde quer que eles estejam. Não há outro povo de Deus na terra senão esse: os seus filhos através da fé em Cristo gerados. Mesmo separados pela distância, mesmo que não se conheçam pessoalmente, mesmo estando uns encarnados e outros desencarnados, todos eles estão unidos pelo mesmo Espírito, pela mesma Vida, que é Cristo, uma vez que são ramos frutíferos nele.

domingo, 13 de setembro de 2015

Quem crê em Cristo conhece a verdade e pode pensá-la, pois Cristo é a Verdade (Jo 14, 6) e quem crê nele é quem o conhece (cf. Jo 6, 47 c/c Jo 17, 3), mas quem não crê nele não conhece a verdade e nem pode pensá-la; ignora-a, é ignorante

Ignorância é não conhecer a verdade. Uma pessoa ignorante é aquela que não conhece a verdade. E o que é a verdade? Cristo disse: "Eu sou a Verdade" (Jo 14, 6). Cristo, portanto, é a verdade. Conhecendo Cristo, o homem conhece a verdade. Por outro lado, não conhecendo Cristo, o homem não conhece a verdade. Ignora-a. E quem é que realmente conhece Cristo? A resposta para essa pergunta, por demais simples, é a seguinte: aqueles que creem em Cristo são os que o conhecem.

Novamente, deixemos que Cristo nos fale: "Quem crê em mim tem a vida eterna" (Jo 6, 47) e "essa vida é conhecer Deus e Cristo" (Jo 17, 3). Logo, quem crê em Cristo conhece Deus e Cristo. E, se conhece Cristo, conhece a verdade. E, se conhece a verdade, pode pensá-la. Por outro lado, quem não crê em Cristo não o conhece. E, não conhecendo-o, não conhece a verdade. E, não conhecendo a verdade, ignora-a, não pode pensá-la. Pelo que dizemos ser ignorante.

Pensar a verdade é a determinação essencial do pensar humano. Mas apenas aqueles que creem em Cristo podem pensar a verdade. A fé em Cristo, portanto, é o acesso à verdade; ela é o acesso à verdadeira e única sabedoria que é conhecer Pai e Filho. 

Quanto a isso, lembrem-se sempre do que Cristo disse: muitos são chamados para crer nele e, dessa forma, para conhecerem a verdade. Mas, desses muitos que são chamados para crer nele, poucos são os que realmente creem nele (cf. Mt 22, 14) e, desse modo, conhecem de fato a verdade e podem pensá-la realmente. Isto quer dizer que: da totalidade das pessoas que dizem crer em Cristo, e que o chamam de Senhor, de Salvador, apenas uma minoria crê realmente nele. Por isso, apesar de tanta gente dizer crer no Senhor Jesus (e, dessa forma, afirmar conhecer a verdade e pensá-la), tão pouca verdade é dita no mundo. Isso foi assim ontem, é hoje e será amanhã, até o fim do mundo.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

A entrada do homem no Reino de Deus

Jesus começa sua pregação dizendo que o Reino de Deus está próximo (Mc 1, 15). Isso porque, pela sua vinda à terra, Jesus dá ao homem, através da fé nele, a entrada no Reino de Deus.

O homem entra no Reino de Deus passando a crer em Cristo porque o instante em que o homem crê em Cristo é o instante em que ele se torna filho de Deus (cf. 1, 12) e passa para a vida eterna (cf. 6, 47). Esse primeiro movimento é a salvação: ser feito filho de Deus através da fé em Cristo. Através da fé em Cristo ser gerado por Deus de novo; mas, agora, na condição de filho e, por conseguinte, herdeiro do Reino. Herdeiro de Deus e coerdeiro de Cristo.

O segundo movimento de entrada no Reino de Deus é aquele que se dará no último dia aos filhos de Deus, ou seja, aos irmãos de Cristo. Diz Cristo: "Concederei que se sentem comigo no meu trono assim como eu estou sentado com meu Pai no seu trono" (Ap 3, 21). Esse movimento é a chegada ao trono dos herdeiros;  são os herdeiros sendo colocados no trono. Eles deixarão, então, de serem ramos frutíferos em Cristo e irão para o trono de Cristo, sentar-se a o seu lado. Daí ter sido dito: sentam-se na mesa para o banquete.

O ato de entrada do homem no Reino de Deus é, portanto, nascer de novo, nascer para a vida eterna, passar a crer em Cristo, passar para a vida eterna, se tornar filho de Deus, entrar pela porta estreita do Reino. Esse ato que dá entrada no Reino de Deus é a fé em Cristo.

No final do mundo, a entrada no Reino é a entrada triunfal dos filhos para reinarem para sempre. Primeiro, portanto, nasce o filho. Depois, de cada filho, será feito no último dia um rei.

sábado, 5 de setembro de 2015

Os pequeninos de Mt 25 são, tão somente, os irmãos de Cristo, feito filhos de Deus no instante em que creram no Senhor Jesus (cf. Jo 1, 12)

Vamos deixar uma coisa bem clara: quando o Senhor Jesus fala dos pequeninos e dos irmãos menores/irmãos pequeninos em Mt 25, 40 e Mt 25, 45, ELE NÃO ESTÁ FALANDO DOS POBRES E DOS MISERÁVEIS ECONOMICAMENTE!!! Ele está falando, simplesmente, dos seus irmãos, dos ramos frutíferos na Videira, daqueles que creem nele e que, no instante em que creram, "foram feitos filhos do Senhor Deus" (Jo 1, 12) e, consequentemente, irmãos do Senhor Jesus. 

Qualquer outra interpretação da fala de Cristo é, simplesmente, mentirosa. E, evidentemente, a interpretação segundo a qual a passagem fala dos "pobres economicamente" é contra Deus, contra Cristo e nunca a favor dos pobres, mas contra eles também; é pura demagogia. 

O verdadeiro Pastor lidera suas ovelhas; as chama, elas ouvem seu chamado, entram pela porta estreita da Casa do Pai e passam a seguir por dentro do caminho. Os demagogos também pode exercer algum tipo de liderança entre as pessoas, e desejá-la; mas eles não falam em nome do Pastor, não são seus empregados, mas falam em seus próprios nomes e tendo em vista, unicamente, a satisfação de suas próprias vontades. O Pastor é Cristo.

Não compreender que o homem não vem ao mundo na condição de filho de Deus, e que é feito filho de Deus no instante em que crê em Cristo (Jo 1, 12), é não compreender a própria mensagem de Cristo -- é permanecer intelectualmente fechado àquilo que constitui o centro da própria mensagem: Jesus veio ao mundo para salvar os homens através da fé pela qual Deus gera novos filhos para si (ou seja, pela qual Deus salva os homens) e novos irmãos para Cristo. Irmãos esses que Cristo ama a si mesmo (por serem ramos no seu próprio Corpo) e como se fossem seus próprios filhos (sendo como que um pai adotivo de todos eles).

Eu sou irmão de Cristo e filho de Deus. Eu sou, portanto, um filho adotivo do Senhor Jesus. E eu sei que ele me ama como seu eu fosse seu próprio filho. Meu amor por ele, no entanto, é ainda pequeno. Meu conhecimento dele e de seu Pai é ainda pequeno também. Minha vida é, ainda, pequena. Sou pobre de Espírito, pobre de Vida Eterna. E pequena é, ainda, minha fé. Mas eu sei que fé, vida, amor, conhecimento, tudo isso cresce na produção do fruto. 

sábado, 22 de agosto de 2015

Nascer de novo e ser batizado: definições

O que é nascer de novo?
Simples.
Quem crê em Cristo tem a vida eterna (Jo 6, 47) e é filho de Deus (cf. Jo 1, 12).
Logo, passando a crer em Cristo o homem passa para a vida eterna e se torna filho de Deus.
E, dessa forma, ele nasce de novo: nascendo para a vida que não tinha antes de crer em Cristo, nascendo para a vida eterna, se tornando filho de Deus.
Passar para a vida eterna e se tornar filho de Deus é o novo nascimento a respeito do qual Jesus nos fala.
O pessoal do partido reencarnacionista diz que nascer de novo é reencarnar, ou seja, sair novamente do ventre de mulher. Mas, claro, eles estão enganados.
Outros dizem que nascer de novo é o que acontece com todos os homens depois que desencarnam, depois que partem de suas tendas terrenas. Mas, claro, eles estão enganados também.
Já que estamos por aqui, quero lembrar a vocês que apenas uma coisa é ser batizado: é quando o homem, passando a crer em Cristo, se torna filho de Deus e, desse modo, é batizado com esse novo nome, que não possuía antes de crer em Cristo: é batizado com o nome de filho de Deus.
Apenas isto é ser batizado.
Mais nada é.
Não se enganem com ritos humanos.

Passar a crer em Cristo é tornar-se filho do Senhor Deus e irmão do Senhor Cristo

Quando uma mulher, ouvindo Cristo falar, levantou-se e disse: "Felizes o ventre que te gerou e os seios que te amamentaram", fazendo referência, hoje para nós óbvia, a Maria, Cristo disse: "Felizes de verdade são os que ouvem e aplicam a palava do Pai."

Quando, aos doze anos, Cristo desapareceu da vista da caravana onde estavam sua mãe e seu padrasto, ocupado em falar com os doutores de seu tempo, e surpreendendo a todos com sua sabedoria, sua mãe e seu padrasto vieram falar com ele e ele disse: "Vocês não sabem que tenho que me ocupar com as coisas do meu Pai?"

Cristo nunca pecou. Nenhum pecado. Nada. Nunca fez mal algum. Nenhum. Nada. Nunca errou. Erro nenhum. Nada. No entanto, isso não impediu de ser chamado de louco por seus parentes. "Ele está fora de si", disseram.

Quando disseram para Cristo que seus parentes queriam levá-lo para casa, pois achavam que ele estava fora de si, Cristo disse: "Minha família são os meus irmãos, os filhos de Deus gerados através da fé em mim."

A mãe de Jesus encarnado teve, também, que crer em Cristo em algum momento para receber a vida eterna e se tornar filha de Deus. Nós não sabemos quando isso aconteceu ao certo. Mas, pelo o que Cristo disse, que "o espírito eterno, santo, não seria enviado até que ele partisse", podemos supor que se deu depois de sua partida na cruz.

Maria, mãe de Jesus, teve também que crer em Cristo para se tornar filha do Senhor Deus e irmã do Senhor Jesus. Aquele mesmo que, na carne, ela, escolhida por Deus, trouxe ao mundo.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

"Quem crê em mim tem a vida eterna" (Jesus Cristo, Jo 6, 47) e "essa vida é conhecer Pai e Filho" (Jesus Cristo, Jo 17, 3). Nascer de novo, portanto, é nascer para a vida eterna, passar a crer em Cristo.

1. "Quem crê em mim tem a vida eterna" (Jesus Cristo, Jo 6, 47) e "essa vida é conhecer Pai e Filho" (Jesus Cristo, Jo 17, 3). 
Nascer de novo, portanto, é nascer para a vida eterna, passar a crer em Cristo e, dessa forma, passar a conhecê-lo e a seu Pai, que é Deus. 
"Eu e o Pai somos Um" (Jesus Cristo, Jo 10, 30), ou seja, "eu e Deus somos Um". 
Jesus não disse que ele e o Pai são Deus, mas sim que ele e Deus são Um. 
Os dois são o Senhor. 
Mas o Pai é o Senhor Deus e o Filho é o Senhor Jesus. 

2. O instante em que o homem passa a crer em Cristo é o instante em que o homem é feito filho de Deus (cf. Jo 1, 12). 
Passar para a vida eterna e se tornar filho de Deus são o mesmo. 
Querido, amado e criado por Deus, quando vem ao mundo o homem ainda não é filho de Deus. 
Ele se torna filho de Deus passando a crer em Cristo. 
Então, ele é batizado com esse nove nome, que não possuía antes de crer em Cristo, ele recebe o nome de filho de Deus, e recebe o direito de se sentar com Cristo no seu trono no final (Ap 3, 21). 
Por isso, está escrito que o homem se torna "nova criatura" (2Cor 5, 17).  

3. Nascer de novo é nascer para a vida eterna, é passar a crer em Cristo, pois "quem crê nele tem a vida eterna" (Jo 6, 47).
Logo, passando a crer em Cristo, o homem passa para a vida eterna; ele recebe a vida (o espírito) que não possuía antes de crer em Cristo.
Por isso, nascer de novo não é, segundo Cristo, reencarnar, sair de novo do ventre de mulher. 
Mas, simplesmente, passar a crer nele.
E, dessa forma, nascer para a vida eterna. 
Muitos são chamados para crer em Cristo e se tornarem filhos de Deus e irmãos do Senhor Jesus.
Desses muitos, no entanto, poucos realmente chegam a crer em Cristo e a conhecê-lo. 
Uma minoria (cf. Mt 22, 14).
Como a vida eterna é conhecer Pai e Filho (Jo 17, 3), e quem crê em Cristo é quem tem a vida eterna (Jo 6, 47), sabemos que quem crê em Cristo é quem conhece Pai e Filho. 
Como Cristo é a Verdade (Jo 14, 6), sabemos que quem crê em Cristo é quem conhece a Verdade. 
E, se a conhece, pode pensá-la. 
Por outro lado, quem não crê em Cristo não conhece a verdade ainda. 
E, sem conhecê-la, não pode pensá-la.
Isso derruba a "sabedoria" dos homens, em tudo aquilo que nela é reivindicação da verdade. 

sexta-feira, 24 de julho de 2015


A RELAÇÃO ENTRE CRER EM CRISTO E PENSAR, SER, AMAR E FAZER ALGUMA COISA NA VIDA
Por Pedro da Costa Pereira
 

Sendo palavra de Deus, o Evangelho deve oferecer respostas às perguntas fundamentais que o homem fez no passado e ainda faz. Neste texto, iremos tratar de cinco perguntas desse tipo. A primeira delas é: “O que é nascer de novo?” A segunda é: “Qual a determinação essencial de ser homem?” A terceira pergunta é: “Qual a determinação essencial de pensar?” A quarta é: “O que é fazer alguma coisa na vida?” Por fim, a quinta pergunta é: “Quem ama?”

Para respondermos a essas cinco perguntas, tudo o que precisamos fazer é deixar que Cristo e seu Evangelho nos falem. Tudo o que precisamos fazer é escutar Jesus Cristo falar. De acordo com Cristo, “quem crê nele tem a vida eterna” (Jo 6, 47) e “essa vida é conhecer Pai e Filho” (Jo 17, 3). Por conta disso, sabemos que, passando a crer em Cristo, o homem passa para a vida eterna. E, desse modo, nasce de novo: nascendo para a vida que não tinha antes de crer em Cristo. Por isso, nascer de novo é, simplesmente, nascer para a vida eterna. Ou seja, passar a crer em Cristo. Com isso, respondemos à primeira pergunta. Passemos, agora, para a segunda. Perguntamos pela determinação essencial de ser homem. 

Querido, amado e criado por Deus, quando vem ao mundo o homem não possui ainda a vida eterna e nem é filho de Deus. De acordo com o Evangelho, ele se torna filho de Deus passando a crer em Cristo (Jo 1, 12). O instante em que o homem passa  a crer em Cristo é o instante em que ele é feito, por Deus, seu filho. Por isso, Cristo disse que crer nele é “a” obra de Deus (Jo 6, 28). A fé em Cristo foi o meio escolhido por Deus para gerar novos filhos para si e novos irmãos para Cristo. Irmãos que Cristo ama como a si mesmo e como se fossem seus próprios filhos. Eu, Pedro da Costa Pereira, creio em Cristo. Desse modo, sou filho de Deus e irmão de Cristo, que é, por assim dizer, como que meu pai adotivo. Quando vim ao mundo, ou seja, quando fui concebido, ainda na barriga da minha mãe, eu não era filho de Deus. Mas, passando a crer em Cristo, me tornei filho de Deus. Fui de novo gerado por Ele. Agora, na condição de filho. Se todos os homens, quando viessem ao mundo, fossem filhos de Deus, então todos nós nasceríamos já crendo em Cristo. O que, naturalmente, não acontece. Com isso, respondemos à segunda pergunta. Ela dizia: “Qual a determinação essencial de ser homem?” A resposta para essa pergunta, por demais simples, é: a determinação essencial de ser homem é ser filho de Deus, é ter a vida eterna, é conhecer Pai e Filho. Notem que, de acordo com o Evangelho de Cristo, “ser imortal” e “conhecer Pai e Filho” são o mesmo. O que nos conduz, agora, à terceira pergunta, que diz: “Qual a determinação essencial de pensar?”

Antes de respondermos essa pergunta, escutaremos dois filósofos que pensaram a relação que há entre “pensar” e “ser”. Cerca de 500 anos antes de Cristo, um filósofo chamado Parmênides disse que “pensar e ser são o mesmo”. Mais de 2000 anos depois, por volta do ano 1600, um filósofo chamado Descartes disse: “Penso, logo sou, existo.” As duas sentenças aí são intuições filosóficas e não verdade, ou seja, não palavra de Deus. A verdade, de acordo com Cristo, é a palavra de Deus (Jo 17, 17), a qual ele nos transmitiu no seu Evangelho (1Pd 1, 25), uma vez que Cristo é quem fala as palavra de Deus (Jo 3, 34). Pelo que escutamos até agora, podemos dizer que “ser imortal – ou seja, ter a vida eterna, ser filho de Deus – e conhecer Pai e Filho são o mesmo” e, atualizando a sentença de Descartes, dizer ainda: “Cremos em Cristo, logo temos a vida eterna, somos imortais, somos filhos de Deus.” Nos dois casos, parece que o pensamento está de fora. No entanto, veremos que não é isso o que acontece. Muito pelo contrário. Cristo disse: “Eu sou a Verdade” (Jo 14, 6). Escutamos que quem crê em Cristo tem a vida eterna (Jo 6, 47) e que essa vida é conhecer Pai e Filho (Jo 17, 3). Logo, sabemos que quem crê em Cristo é quem conhece Pai e Filho, ou seja, é quem conhece Deus e Jesus Cristo. E, se conhece Cristo, conhece a Verdade. E, se conhece a Verdade, pode pensá-la. Por outro lado, quem não crê em Cristo não conhece Pai e Filho. E, se não conhece Cristo, não conhece a Verdade. E, se não conhece a Verdade, não pode pensá-la. Com isso chegamos à resposta para a terceira pergunta que fizemos no início. A determinação essencial de pensar é pensar a verdade. E ninguém pensa a verdade até crer em Cristo. 

O fato de tanta gente no mundo dizer que crê em Cristo e, no entanto, tão pouca verdade ser dita, é algo muito simples de explicar. Cristo mesmo nos explicou o que se passa. Ele disse que muitos seriam chamados para crer nele, para serem filhos de Deus e seus irmãos, e, assim, também para conhecerem a verdade e pensarem a verdade; mas que, desses muitos, apenas poucos realmente creriam nele (Mt 22, 14). Isto quer dizer que, entre todas as pessoas que, em todos os tempos, disseram crer em Cristo, apenas uma minoria realmente creu nele. Isso foi assim ontem, é assim hoje e será assim até o fim do mundo. 

Passemos agora à quarta pergunta: “O que é fazer alguma coisa na vida?” Ora, Cristo é a Vida (Jo 14, 6), ele é a Videira na qual a vida dos homens é ramo (Jo 15, 5) e os ramos frutíferos nele são seus irmãos. Os frutos da Videira são frutos de vida eterna, são frutos de conhecer Pai e Filho. São frutos da Verdade. E, como vimos, ninguém conhece Cristo e nem a Verdade até crer em Cristo. Consequentemente, sem crer em Cristo os homens não podem fazer nada na vida (Jo 15, 5), pois eles não são capazes de produzir nenhum fruto na Videira. E a Videira é a Vida. Com isso, respondemos à quarta pergunta. Passemos agora à quinta: “Quem ama?”
 
Primeiro, recordemos que, de acordo com o Evangelho, “Deus é Amor” (1Jo 4.8). Como ninguém conhece Deus até crer em Cristo, sabemos que, até crer em Cristo, ninguém também conhece o Amor. Em outras palavras, é unicamente passando a crer em Cristo que o homem passa a conhecer o amor, a amar. Sem crer em Cristo, o homem não conhece Deus e nem Jesus Cristo. E, sem conhecê-los, não pode amá-los. Pois o homem não pode amar aquilo que não conhece, que sequer conhece. Sendo assim, sem crer em Cristo, o homem não pode amar Deus. E, desse modo, não pode cumprir o primeiro mandamento: “Amar a Deus” (Mt 22, 37). Da mesma forma, sem crer em Cristo, o homem não conhece Cristo e, não o conhecendo, não pode amá-lo. E, não o amando, ou seja, não amando a Videira, não pode amar a ramo nenhum em seu Corpo, a nenhum ser humano nele gerado, em tempo algum. E, naturalmente, não pode amar o próximo como a si mesmo, pois os próximos são os ramos frutíferos em Cristo, são os seus irmãos. 

Vamos escutar agora, resumidamente, o que dissemos até aqui: Um: Sem crer em Cristo, o homem não tem a vida eterna, não é filho de Deus. E, desse modo, ainda não nasceu de novo. Dois: Sem crer em Cristo, o homem não pode pensar a verdade. Três: Sem crer em Cristo, o homem está sem fazer nada na vida, ainda que pareça muito ocupado e possa fazer muitas outras coisas. Quatro: Sem crer em Cristo, o homem não ama.  

Tudo isso nos chegou através da escuta para os conceitos do Evangelho, para os conceitos da mente de Cristo, de seu pensamento. Como podemos ver, o Evangelho possui uma lógica própria, uma ordem interna que fornece aos homens sentido.

Cristo não nos chamou para crermos nele e continuarmos pensando da mesma forma que pensávamos antes de crermos nele. Crendo nele, nos tornamos nova criatura. Filhos de Deus. E, da mesma forma, nossa mente é renovada. É uma nova mente. Crendo em Cristo, passamos a conhecer a verdade, que nos liberta da mentira e dos pensamentos mentirosos. E, dessa forma, passamos a pensar a verdade. 

Todo aquele que, “antes da fundação do mundo” (cf. Ef 1, 4), “Deus destinou para a vida eterna, para ser seu filho, crerá em Cristo” (At 13, 48).  

Passando a crer em Cristo, nos tornamos filhos de Deus. E se tornar filho de Deus é obra de Deus e não dos homens. Pois é Deus quem, através da fé em Cristo, gera novos filhos.

(Este texto está disponível em: https://youtu.be/x7dTZY19ySo)

sábado, 27 de junho de 2015

O Espírito Santo é ser filho de Deus, é o Espírito (o ser, a vida) de filho de Deus, a qual ninguém possui até crer em Cristo (cf. Jo 6, 47). Receber o Espírito Santo é receber a Vida Eterna, é receber o Espírito de filho de Deus, ser feito seu Filho.

O Espírito Santo é ser filho de Deus, é o Espírito (o ser, a vida) de filho de Deus, a qual ninguém possui até crer em Cristo (cf. Jo 6, 47). Receber o Espírito Santo é receber a Vida Eterna, é ser imortal. Ser imortal e conhecer Pai e Filho são o mesmo. Passando a crer em Cristo, o homem se torna filho de Deus e, desse modo, é batizado com esse novo nome e se torna uma nova criatura. Crendo em Cristo, o homem conhece Cristo. Cristo é a Verdade (Jo 14, 6). Conhecendo a Verdade, o homem pode agora pensá-la. Sem crer em Cristo, ninguém pode pensar a Verdade. A fé em Cristo, portanto, é o acesso à verdade. Muitos, porém, são chamados para crer em Cristo e dizem ser ele o Senhor. Desses muitos que são chamados, no entanto, poucos são os que realmente creem nele (cf. Mt 22, 14). Foi assim ontem, é assim hoje e será assim até o fim do mundo: da totalidade dos que se dizem e se apresentam como cristãos, apenas uma minoria é. E, claro, esqueçam de uma vez por todas o mito de que todos os homens são filhos de Deus. Eis que, querido, amado e criado por Deus, o homem só se torna seu filho passando a crer em Cristo. O mesmo Deus que criou todos os homens é o Pai de Jesus Cristo, mas, repetindo, o homem só se torna seu filho passando a crer em Cristo (cf. Jo 1, 12), passando para a vida eterna. Então, ele nasce de novo: ele nasce para a vida que não tinha antes de acreditar em Cristo. Nasce para a vida eterna. Assim, esqueçam também de uma vez por todas o mito da reencarnação, segundo o qual nascer de novo é nascer mortal novamente. Porque apenas isto é nascer de novo: passar a crer em Cristo e, desse modo, passar para a vida eterna, nascer para essa vida, ser feito por Deus seu filho e irmão menor (caçula) do Senhor Jesus. Irmão esse que o Senhor Jesus ama como ama a si mesmo e como se fosse seu próprio filho. Assim, eis agora que, crendo em Cristo, Deus é meu Pai e Jesus Cristo, sendo meu Irmão Mais Velho, é como que meu "pai" adotivo. Pois, sendo seu irmão, ele me ama como se eu fosse seu filho.

https://www.youtube.com/watch?v=uXrLPkXCpq4